Anthony Kiedis e Flea explicam o nome e a capa do álbum The Getaway

Anthony Kiedis e Flea conversaram recentemente com o site JOE.ie sobre o nome e a capa do álbum The Getaway.

Anthony conta que como não teve a opção de escolher o primeiro single, então ficou encarregado de escolher o nome do álbum:

*Ative a legenda em português nos vídeos.

E Flea fala sobre a capa do álbum, feita pelo artista Kevin Peterson:

Créditos: JOE.ie

Feasting On The Flowers – 28 anos da morte do Guitarrista Hillel Slovak

Hoje, 25 de junho de 2016, completa 28 anos da morte do guitarrista e um dos fundadores do Red Hot Chili Peppers, Hillel Slovak, o eterno arquiteto e eterno guitarrista que influenciou e ainda influência as novas gerações.

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Hillel foi encontrado no dia 27 de junho de 1988, morto no seu apartamento na Califórnia. Segundo a autopsia sua morte foi determinada dois dias antes, no dia 25 de junho, por overdose de heroína.

Hillel tentava se afastar das drogas e um dia antes de sua morte, no dia 24 de junho, Hillel ligou para seu irmão e contou a ele sobre sua dificuldade para se manter longe da heroína. Sua última gravação junto com a banda foi o cover da música Fire, que está nos álbuns The Abbey Road E.P. e no Mother’s Milk.

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Em seu livro Scar Tissue, Anthony Kiedis conta como foi passar por esse momento. Ele não compareceu ao enterro por não aguentar lidar com a morte do amigo tão querido. Dias após a morte de Hillel, Jack Irons sai da banda e Anthony vai parar em uma clinica de reabilitação. Cerca de duas semanas após entrar na reabilitação, Anthony é levado a uma visita ao cemitério onde Hillel estava enterrado. Ele diz: “Fomos até a parte judia do cemitério Forest Lawn e caminhamos até encontrar o túmulo de Hillel. Não havia lápide, apenas uma placa comum na grama cuja inscrição era algo simples como: ‘Hillel Slovak. Devotado filho, irmão, amigo e músico’”.

 

james-slovak-rock-roll-hall-fame-ceremony-2012-red-hot-chili-peppers-rhcp-j1No dia 14 de abril de 2012, o Red Hot Chili Peppers foi induzido na cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame 2012, em Cleveland, EUA. Além de várias homenagens para integrantes e ex integrantes, o grande homenageado da noite foi o eterno e amado guitarrista e um dos fundadores do Red Hot Chili Peppers, Hillel Slovak!

James Slovak estava representando seu irmão, Hillel Slovak cuja guitarra agora faz parte do museu do evento. Seu discurso foi muito sublime e emocionou a todos. Anthony Kiedis também discursou muito sobre Hillel e partes do seu passado (citando a época em Fairfax, onde conheceu Flea e tudo começou).

Hillel Slovak ficará para sempre em nossos corações, por ser tudo o que foi, um excêntrico guitarrista que marcou a história dos Red Hot Chili Peppers!

Agora em 2016, Hillel foi lembrado por Anthony Kiedis na música “Feasting On The Flowers” do novo álbum “The Getaway”

We were moving in the world, expanding your realities
A force of nature on the verge, commanding abnormalities
Last thing I remember there was ringing in my selfish ears
Twenty-Six a number much too small for someone’s golden years

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Red Bull TV transmite novo show do Red Hot

Direto da RedBull.com

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Fonte: Red Bull TV

Chili Peppers é uma das atrações do Roskilde Festival (#RF16)

A edição deste ano do festival dinamarquês Roskilde vai receber cerca de 130 mil pessoas para curtir um line-up de peso. Se você não é um desses felizardos não tem problema, a Red Bull TV vai garantir a festa com a transmissão exclusiva do festival entre os dias 29 de Junho e 3 de Julho a partir das 14h.

Quando o RHCP?

Quarta-feira (29) está confirmada a transmissão do show do Red Hot Chili Peppers!

17h45

A apresentação marca o pontapé inicial da nova tour da banda, que acabou de lançar o disco “The Getaway”. Ou seja, uma chance especial de sacar ao vivo as novidades dos caras.

Além do RHCP, também estão confirmados na nossa transmissão shows de grandes nomes como Stormzy, Young Thug, Bring Me The Horizon, Destroyer, Choir Of Young Believers, Birdy Nam Nam, Jacob Bellens, Kvelertak e Miike Snow! E vem mais por aí. Fique de olho no nosso site para saber das novidades e atualizações! Logo a gente divulga os horários dos shows.

 

Onde assistir?

Assista ao Roskilde pela Red Bull TV no http://www.redbull.tv/roskilde

Onde acessar a Red Bull TV

Além do site, você pode ver a Red Bull TV pelo app disponível para os sistemasAndroid, iOS e Windows Phone ou através dos nossos canais na Apple TV e Samsung TV. O app também está disponível na Amazon Fire TV, Kindle Fire, Nexus Player, Roku Players e no Xbox 360.

Baixe aqui o app no seu dispositivo!

 

Fonte: Red Bull TV

Flea: “Anthony é a minha alma gêmea”

Flea fala sobre sua queda enquanto praticava snowboarding, sobre a nova direção dos Chili Peppers e nos atualiza sobre o Atoms for Peace.

Flea não sabe dizer com precisão o exato momento em que sentiu que o Red Hot Chili Peppers precisava seguir uma nova direção no novo álbum, The Getaway, mas ele lembra do sentimento. “Eu sentia que iríamos começar a fazer a mesma coisa que sempre fizemos”, o baixista conta à Rolling Stone. “Eu meio que senti isso no último álbum (I’m With You, 2011). Eu sabia o que íamos fazer ou como íamos fazer, antes de fazermos”.

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Ele decidiu que era hora de uma grande mudança: Rick Rubin, que produziu todos os álbuns do RHCP desde Blood Sugar Sex Magik de 1991, não produziria esse. Para seu lugar, eles trouxeram Brian “Danger Mouse” Burton, que mudou radicalmente os métodos da banda. Nós conversamos com Flea sobre o avanço criativo da banda, seu acidente devastador que adiou o processo de gravação, a próxima turnê e o que o futuro reserva para o Atoms for Peace.

Primeiramente, conte-me como você quebrou o braço praticando snowboarding?
Oh, cara, foi uma loucura. Eu estava em um resort chique em Montana. Eu estava praticando snowboarding há 3 dias. Eu estava tendo o melhor momento da minha vida e a parte engraçada da história é: eu estava esquiando com o Anthony (Kiedis) e fomos nos encontrar com o Lars Ulrich. Ele tem uma casa lá e estávamos esquiando com os filhos dele. Estávamos rindo, conversando, gritando. Nos divertindo muito. O Metallica e o Red Hot Chili Peppers tem o mesmo empresário. Uma hora paramos para tomar uma xícara de chá. Eu disse pro Lars: “Nós deveríamos tirar uma foto de um de nós deitado na neve todo deformado e tal, que nem Pollyana quando ela cai da casa. Tirar uma foto e brincar com Q Prime (nosso empresário) que um de nós quebrou a perna”.

Estávamos rindo sobre isso e literalmente uns 40 segundos depois, estávamos descendo a montanha à uns 80 km por hora. E eu caí muito feio. Eu não pude ver e não conseguia deslizar direito na montanha e BAM. Eu esmaguei meu braço. Eu quebrei em cinco lugares diferentes e tive um problema sério nos nervos. Eu estraguei completamente o meu braço. Foi uma cirurgia bem complicada para colocar tudo de volta no lugar e seis meses sem poder tocar baixo.

O que aconteceu depois que você caiu?
Eles jogaram um vidro de Vicodin na minha garganta e eu estava coberto de morfina na ambulância. Eu fui para o hospital de Montana. Depois voltei para L.A. para fazer a cirurgia. Foi difícil. Foi uma experiência muito difícil, dolorosa e triste.

Como foi o momento do impacto? Foi muito doloroso?
Quando o osso quebrou, eu senti muita dor. Meu braço começou a inchar na hora, e eu pensei que apenas tinha torcido. Eu não queria aceitar que tinha quebrado. Eles tentaram me colocar naqueles pequenos trenós para que eu pudesse ser carregado pela patrulha de esqui. Eu me recusei. Eu desci de esqui pela montanha. Eu pensava que só tinha sido uma torção, mas quando eu desci a montanha, eu disse: “Ok, acho que realmente quebrou”. Foi aí que me colocaram na ambulância. Eu pensei que na pior das hipóteses, eu teria quebrado e ficaria com gesso por um mês ou dois. Mas aí a médica olhou meus exames de raio X e disse: “Tem vários pedaços de ossos quebrados. Você quebrou em 5 lugares diferentes. E também há lesão nos nervos. Isso vai precisar de cirurgia”.

Há quanto tempo isso aconteceu?
Isso aconteceu em fevereiro do ano passado. Estávamos prestes a gravar o nosso álbum. Eu fiquei muito mal com isso e me dei conta de que decepcionei as pessoas, porque nós não conseguíamos gravar o álbum, e já tínhamos escrito algumas músicas. Eu fiquei muito, muito triste. Eu tive um longo processo de reabilitação. Tive um excelente cirurgião, Doutor John Itamura. Eu me recuperei e agora estou de volta.

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Anthony Kiedis revela o segredo de 30 anos de sucesso do RHCP: “Você não pode desistir do seu irmão”.

O vocalista fala sobre o apoio à Bernie Sanders, o trabalho com Danger Mouse e o processo de “The Getaway”.

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Na semana passada, o Red Hot Chili Peppers lançou seu 11º álbum de estúdio, The Getaway, e não é um trabalho previsível de uma banda de três décadas em sua carreira. O quarteto continua se ajustando à saída do guitarrista de longa data John Frusciante – e eles deram uma refrescada em seu som eficaz chamando Danger Mouse para produzir The Getaway, ao invés de Rick Rubin, com quem eles estavam trabalhando desde a primeira administração de Bush.

Mas mesmo o Chili Peppers já ter passado por várias formações ao longo dos anos, seus membros principais continuam os mesmos: o vocalista Anthony Kiedis e o baixista Flea fundaram o grupo em 1983 e o baterista Chad Smith tem sido um partidário desde sua chegada em 1989.

Quando o EW se encontrou com Anthony Kiedis para discutir o The Getaway, ele estava em turnê na Europa e absorto com a vista de seu hotel em Bern, na Suiça: “Estou olhando para esse rio que está derramando dos Alpes, através dessa cidade de 500 anos de idade. É lindo”.

Abaixo, o o vocalista icônico compartilha pensamentos sobre trabalhar com Danger Mouse, o apoio à Bernie Sanders e porquê ele vê Klinghoffer como “uma injeção de ânimo na bunda para a banda”.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Você passou por um susto médico em maio, que o forçou a cancelar um show. Como você está se sentindo agora?
ANTHONY KIEDIS: Eu tive uma infecção no estômago que provavelmente vai demorar para curar, mas a parte crítica foi embora depois de dois dias. Meu trabalho é metade dublê, metade vocalista, então sempre estou enfrentando alguma lesão. Manter uma boa voz já é um grande desafio em si, mas também é o melhor trabalho do mundo.

Esse é o primeiro álbum dos Chili Peppers em cinco anos. Por que demoraram tanto para voltarem ao estúdio?
Nós tivemos um problema significante com o Flea quebrando seu braço em dois em uma montanha de Montana (em 2015). Tivemos um período difícil em decidir o que fazer com a situação do nosso produtor. Tínhamos uma pessoa que amamos (o produtor de longa data Rick Rubin), mas também estávamos decididos em fazer algo diferente dessa vez – tentar desenvolver um pouco mais nosso jogo e nos forçar em um território desconhecido.

Vocês acabaram escolhendo o produtor do Beck, Danger Mouse. Como foi essa experiência?
Ele não tinha medo de nos dizer quando algo não estava tão bom quanto ele achava que estaria. Depois de estar em uma banda por 30 anos, é normal que as pessoas não queiram nos dizer quando algo não estava legal ou que poderia ser melhor. Ele dizia: “Eu tenho certeza que você consegue fazer algo melhor. Volte para seu caderno de rascunho”. Essa é uma daquelas coisas onde o treinador te força a correr um quilometro extra, e você finalmente quebra o seu recorde.

O que o Danger Mouse trouxe para o seu processo de gravação musicalmente?
Ele queria compor no estúdio, o que foi uma experiência nova para nós, e algo que todos mergulhamos de cabeça. Meus meninos estavam tão entusiasmados em ir para o estúdio e criar algo no local que iria durar eternamente.

A metodologia dele é diferente de tudo que já fizemos. Tradicionalmente, nós não tocamos com metrônomo ou nenhum instrumento desse tipo. Então nosso som tem sido bem imperfeito e orgânico, subindo e afundando com a maré da música. Ele gosta de tudo com metrônomo, mas acontece que isso traz algo realmente divertido e emocionante, que é apenas diferente. Muitas dessas faixas que eu ia compor, tinha essa qualidade robótica – o que não quer dizer que é sem vida, porque é apenas um groove diferente.

Como surgiu a parceria com Elton John em “Sick Love”?
Flea chegou um dia com uma linha de baixo que derreteu meu coração. Ele foi inspirado pelos acordes de “Bennie and the Jets”, do Elton John. Nós terminamos de compor essa música e não era nada como a do Elton, tons diferentes, texturas diferentes, letras diferentes, melodias diferentes – mas sentimos que o Elton tinha uma propriedade naqueles acordes. Nós dissemos: “Elton, nós gostaríamos de te dar crédito por isso, mas também gostaríamos que você tocasse nela”. Com a benção dele, parecia fazer mais sentido.

                                                    Videoclipe de “Dark Necessities”, dirigido por Olivia Wilde

Você tem um catálogo enorme de músicas para tocar nos seus shows. Como você escolhe o que tocar?
É meio balanceado, mas uma parte legal de fazer um álbum, é que agora temos 13 músicas novas para tocar ao vivo. Nós fazemos muitos shows e tocamos nossas músicas antigas muitas vezes. Ainda amamos elas, e ainda reconhecemos a importância de tocá-las para aquelas pessoas que não vão muito aos nossos shows. As pessoas gastam suas economias para nos ver, e queremos que seja uma linda experiência para eles, e talvez uma de nossas músicas antigas é a favorita deles.

Quanto mais tempo passar do lançamento do nosso novo álbum, mais novas músicas iremos tocar. Para nós, esses são os pontos altos dos nossos shows. São nesses momentos que realmente sentimos o novo espírito dançando pelo palco. Selecionar as músicas é o meu trabalho e eu levo isso muito a sério. Eu passo muito tempo tentando fazer o setlist certo.

Ao longo dos anos, os Chili Peppers têm sido bem sinceros sobre política – vocês até tocaram em um evento para arrecadar dinheiro para a campanha de Bernie Sanders recentemente. Como você se sente sobre a próxima eleição?
Pessoalmente eu odeio política, e honestamente, eu tento evitar. É um campo de interesses repugnantes. No começo desse processo caótico, eu ouvi todos os candidatos darem seus discursos e todos pareceram desonestos, desconfiáveis, ignorantes, odiosos, seres humanos horríveis – exceto esse cara de New England. Eu acreditei nele, confio nele e ele parece esperto e interessante. E ele quer algo para o bem de todos e não para o bem de poucos. Quando surgiu a oportunidade de apoiar Bernie naquele show, não tivemos dúvida. Fizemos nossa parte. Eu posso ir dormir à noite sabendo que eu não fui um punk preguiçoso.

Mais uma vez, o ex guitarrista John Frusciante saiu em 2009 e foi substituído por Josh Klinghoffer. Você falou com o John recentemente?
Eu não falei com o John ultimamente. Mas eu escutei algo positivo e agradável, que ele estava querendo ouvir o álbum. Isso me deixou feliz, em ouvir que: a) que ele se importava e b) e que não havia nenhum rancor. Quando o John saiu, foi uma grande perda, porque ele é um brilhante companheiro de composição e um grande ser humano musical. Mas também nos deu a oportunidade de ter alguém fresco e novo. E muitas vezes, ter sangue novo cria uma nova química e talvez te dê uma injeção de ânimo na bunda, para continuar por mais 5 ou 10 anos.

Como os Chili Peppers mantém uma relação de trabalho frutífera por tanto tempo?
Nós nunca tivemos nenhuma confusão de que tudo deveria ser dividido igualmente. A divisão do trabalho, a divisão do dinheiro, a divisão da alegria, a divisão da dor. Esse foi um grande passo na direção certa para termos o potencial da longevidade, porque muitas bandas se separam: “Hey, eu escrevi isso!”. Nos amamos e respeitamos uns aos outros, nós brigamos de vez em quando. Nossas atitudes, nossos humores e nossos egos se confrontam – mas conseguimos nos entender. Nós conseguimos superar essas coisas. Flea e eu somos como irmãos. Eu não acho que essa relação irá terminar algum dia, não importa o que aconteça, porque você não pode desistir do seu irmão. Você não pode.

Créditos: Entertainment Weekly
Tradução: Amanda Olivieri