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Flea fala para a Rolling Stone sobre o Rock And Roll Hall of Fame.

Flea conversou com a revista Rolling Stone sobre a entrada dos Red Hot Chili Peppers no Rock And Roll Hall of Fame, sobre sua coleção de livros e 3 décadas de funk. Essa entrevista está na edição 1149 da revista, de fevereiro de 2012.

No próximo ano, os Red Hot Chili Peppers completam 30 anos, mas eles vão celebrar um pouco mais cedo: no dia 29 de março, eles começam uma turnê que passará por 25 cidades nos Estados Unidos, do décimo álbum da carreira, “I’m With You”, o primeiro com o novo guitarrista, Josh Klinghoffer. (A turnê foi adiada devido aos ferimentos no pé de Anthony Kiedis). E no dia 14 de abril, o baixista Flea Michael Balzary, Anthony Kiedis e o baterista Chad Smith, irão até Cleveland para entrar no Rock And Roll Hall of Fame.

“Estou animado”, Flea diz antes de um show em Barcelona. “Vai ser uma noite bem legal e especial”.

Depois disso, os Red Hot Chili Peppers irão voltar aos estádios em uma turnê pela Europa.
“Demorou um pouco para ficarmos sólidos com Josh Klinghoffer – há muita improvisação em nossa banda, que é como estabelecer uma nova linguagem”, Flea diz. “Mas estamos pegando fogo, cara!”

Você é um maníaco no palco. Como você vai acalmar depois do show de hoje à noite?
Eu tenho os meus rituais. Depois que sair do palco, vou até o camarim e vou meditar. Depois vou comer, voltar ao hotel e caminhar por umas 3 horas por Barcelona. Aí estou pronto para dormir. Eu costumava entrar em pânico durante as turnês, me perdia e me desintegrava, mas agora consigo comtrolar muito bem.

Como você descobriu sobre a entrada do RHCP no Hall of Fame?
Recebi uma mensagem do Chad dizendo: “parabéns”. Com o passar dos dias, parece mais e mais bonito. Ontem eu estava conversando com o Jack Irons (baterista da formação original), que sentava ao meu lado na 6ª série e que irá conosco como membro fundador. E pensei em John Frusciante e em tudo que ele nos deu, e no nosso antigo empresário, Lindy Getz, que dirigia a van a noite toda enquanto estávamos dormindo em motéis de merda. Eu nunca refleti sobre isso, mas é realmente emocionante.

Anthony Kiedis disse que a parte mais emocionante foi lembrar do guitarrista Hillel Slovak, que morreu em 1988.
Eu nunca teria tocado baixo se não fosse pelo Hillel. Eu era um trompetista de jazz, e ele disse: “Cara! Você deveria aprender a tocar baixo e entrar na minha banda”. Duas semanas depois, estávamos no palco do Troubadour. Anthony Kiedis, Hillel Slovak e eu nos criamos juntos, e eles me ensinaram sobre Zeppelin e Hendrix. Hillel realmente amava o rock & roll. Ele viveu por isso, então entrar no Rock And Roll Hall of Fame teria sido um sonho. Dividir esse momento com ele no mundo espiritual é triste e trágico, mas também bonito.

Essa entrada também é uma prova da sua parceria duradoura com Anthony Kiedis.
Temos nos inspirado, competido e amado um ao outro ao longo dos anos. Ele provavelmente não lembra disso, mas uma vez quando tínhamos 15 anos, eu tinha uma roupa engraçada que minha mãe comprou para mim no Sears, e eu disse para o Anthony: “Eu estou legal?”, e ele disse: “Está, mas qualquer pessoa pode usar isso. Você é uma pessoa única. Você deveria usar algo que só você usaria”. Isso pode ser algo pequeno, mas aquele momento me informou como um músico. Eu precisava fazer o que seria bonito para mim.

Fiquei sabendo que você coleciona livros. Que tipo de livros?
Desde que eu tinha 7 anos, assim que eu terminava um livro, já começava outro. Livros atrás de livro, sem parar. Tenho muitos livros. Primeiras edições como Junky de William Burrough, Jane Eyre de Bronte e O Apanhador no Campo de Centeio.

Quando você fez essa tatuagem do Jimi Hendrix no seu bíceps esquerdo?
Foi em 1981, e todos estavam comentando sobre esse grande tatuador na cidade. Eu provavelmente estava fumando um baseado e disse: “Eu quero uma tatuagem do Jimi Hendrix”. Eu lembro que depois, minha mãe ou meu padrasto disse: “Você sabe as implicações psicológicas das tatuagens com o passar da vida?”

Você já sabe como vai ser o seu discurso no Hall of Fame?
Não tenho idéia. Eu introduzi o Metallica em 2009, e acho que foi um pouco longo. O legal é que vamos lá com amigos, como Beastie Boys e Guns ‘n Roses, que apareceu junto com nós em L.A. Steven Adler e eu jogamos futebol na rua quando tínhamos 12 anos. Eu lembro de estar ensaiando no meu quarto com minha primeira banda, e algum garoto pulou a cerca do meu quintal e colocou sua cabeça na janela para ver quem estava tocando. Esse garoto era o Slash.

Em outubro você completa 50 anos. Como você planeja festejar?
Correndo pela rua pelado, drogado e uivando para a lua.

Fonte: Rolling Stone
Agradecimentos: Stadium-Arcadium.com
Tradução: Amanda Olivieri

 

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