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O que esperar do próximo álbum? (Parte 5)

Voltamos com nossa coluna sobre “O que esperar do novo álbum do Red Hot Chili Peppers”, dessa vez com a fã e jornalista Ingrid Natalie Leão.

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Desde que me tornei fã de Red Hot Chili Peppers fui aprendendo a entender e apreciar cada fase da banda. Um grupo que tem uma história de 33 anos e 10 discos de estúdio gravados merece todo respeito. Cada álbum representa um ciclo, um estado de espírito e experiências de vida dos integrantes. Com o sucessor de “I’m with you” (2011) não será diferente.

Primeiramente, devemos considerar a evolução do guitarrista, Josh Klinghoffer. O jovem músico está mais entrosado com Anthony, Chad e, principalmente, Flea. Os solos dele estão mais consistentes e precisos. Além disso, ele está muito mais a vontade no palco. Segundo, a mudança de produtor. Para este novo trabalho eles chamaram Brian Joseph Burton (Danger Mouse), que já trabalhou com U2, Gorillaz e Snoop Dogg. Ele claramente trará um novo ar para banda, porém ser perder a essência principal, o funk rock.  Vale ressaltar que Red Hot Chili Peppers trabalhou com Rick Rubin desde o BSSM. Finalmente, temos o estágio atual de Anthony Kiedis, principal letrista da banda. Ele se tornou pai, largou o vício das drogas e leva uma vida mais regrada. As canções estão mais leves, mas continuam tão profundas quanto antes.

Ainda não foi divulgada a data oficial de lançamento do próximo álbum. De acordo com os próprios músicos o trabalho já está bem avançado. O processo de mixagem iniciou no dia 21/03 e ficou nas confiáveis mãos de Nigel Godrich que traz em seu currículo Radiohead, U2, Beck e Paul McCartney.

Todos os fãs estão extremamente ansiosos e não é por acaso. Será o novo registro de inéditas dentro de 5 anos. O resultado deverá ser o mais positivo possível. Certamente teremos os marcantes slaps de baixo de Flea, a desenvoltura técnica impecável de Chad Smith na bateria, um Josh mais preparado e um Anthony Kiedis totalmente inspirado nas composições. A sonoridade provavelmente terá texturas diferentes. Afinal, eles já exploraram diversos universos dentro do rock’n’roll. Desde “By The Way” (2002) o grupo vem experimentando novos sons e a mesma linha seguirá no próximo álbum. Mesmo se for um material mais suave, veremos toda a capacidade das nossas incríveis pimentas californianas. Eles nunca decepcionam.

  • Ingrid Natalie Leão (São Paulo / SP)

O que esperar do próximo disco? Melhor que o anterior! (Parte 4)

Dando sequencia ao nossos artigos, nosso amigo jornalista Michael Gomes Figueredo conta sua opinião sobre “O que esperar do novo álbum do Red Hot Chili Peppers?”, leia:

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A vida de fã de Red Hot Chili Peppers não é fácil. Principalmente pra os maiores de 30 anos. Sou da turma que conheceu a banda durante a primeira “era Frusciante“, mas que só passou a entender o que é música nos tempos de Dave Navarro. Foi ali, por volta de 1995, que passei a gostar dos Peppers, muito influenciado por dois “rapazes” da época: o Beavis e o Butt-Head. Porém, me tornei fã somente no segundo período “frusciantiano”.

Desde então, passei por tudo aquilo que a maioria de vocês, lendo esse texto, também passaram. Conheci pessoas, fiz amigos, ajudei a fundar uma banda cover (a Pepperone), tive garotas… enfim, muita coisa boa graças a essa banda. Mas, certamente, uma das melhores sensações sempre foi a de esperar um novo álbum. Aqui entra o saudosismo de alguém que comprava CDs. Chegar cedo e esperar o shopping abrir para comprar o By The Way, no dia de lançamento, é uma lembrança que guardo com carinho.

Esperei pelo Slane Castle, pelo Hyde Park. E o Stadium Arcadium? Ali começava a surgir o YouTube, lançado em 2005. E nele apareciam vídeos de shows da banda, com trechos das músicas novas. Foi algo mágico comprar aquele álbum e ouvir sem parar durante pelo menos um mês.

Calma. Sei que assunto aqui é a expectativa em relação ao novo álbum. Mas era necessário relatar tudo isso para explicar a minha decepção com o trabalho mais recente, o I’m With You. E também para não ser mal interpretado quanto o que eu espero do que está por vir. Em tempos radicais como os de hoje, fãs de John e Josh vivem relação quase como a dos xiitas e sunitas, petistas e tucanos, Flamengo e Vasco, e por aí vai.

E então, o que esperar do próximo disco? Certamente será melhor que o anterior. Afirmo pautado em alguns fatores importantes.

O primeiro deles é que Josh está mais entrosado com a banda. Isso fica nítido ao compararmos as primeiras apresentações dele, como aquela exibida nos cinemas, com as mais recentes, do final da turnê. Em qualquer área de atuação, a química com os colegas de trabalho é fundamental para a obtenção de bons resultados. Isso certamente será traduzido num casamento mais preciso das guitarras do menino Klinghoffer com os dois monstros que ele tem na cozinha. A falta de encaixe, inclusive, é uma das minhas críticas ao álbum passado. Bateria e baixo grudados, enquanto a guitarra parecia buscar seu espaço.

Depois, vem a evolução técnica do músico. Até mesmo aquele cara que toca violão apenas em casa e anima os encontros de amigos, melhora com o tempo. E Josh, certamente, ganhou mais técnica nesse período com a banda. Tocar ao lado do Flea, por si só, já faz qualquer músico crescer. E o guitarrista é esforçado. Ele mostra isso quando reconhece suas fraquezas, como quando confessou ter dificuldades com Snow. Identificar quais são os pontos fracos é a única maneira de evoluir.

O terceiro, e mais importante, é a mudança na produção. Rick Rubin é um gênio? Ninguém pode negar. Mas mudar renova o ânimo, o prazer de fazer algo novo. Com o barbudão, a banda vinha fazendo “mais do mesmo”, para usar um clichê. Aliás, é uma característica de todas as bandas que têm seus trabalhos assinados por Rubin. Um novo produtor consegue revolucionar. O próprio Flea afirmou que Danger Mouse estava “desafiando a encontrar novas maneiras de avançar com novas músicas”. O cara já trabalhou com Gorillaz, U2 e Snoop Dogg.

Além desses três pontos levantados, o que me faz esperar um bom trabalho é simplesmente não esperar nada. Explico: esperava, em 2011, um substituto para o John. E surgiu algo que marcava muito mais uma transição do que uma nova fase. Agora é o momento de mostrar qual é a nova fase. O trio remanescente da formação mais importante dos Chili Peppers sabe se reerguer. E sabe impressionar quando ninguém espera. Eles escolheram o Josh. Confiam no Josh. E, sem “clubismo”, quem somos nós para desconfiarmos?

  • Michael Gomes Figueredo (Rio de Janeiro / RJ)

O que esperar do 11º álbum? (parte 3)

Nessa terceira parte de nossa coluna o fã e jornalista Rômulo Fortes, de Niterói/RJ, escreve sua opinião sobre “O que esperar do novo álbum do Red Hot Chili Peppers?” Confira:

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Em se tratando de Anthony, Flea, Chad e do caçula Josh, só podemos aguardar por uma grande obra. A mesma formação de “I’m With You”, de 2011, lançará esse ano seu segundo álbum (11º da banda californiana), tendo a produção do músico americano Danger Mouse.

A expectativa entre os fãs é muito grande, e, por parte da imprensa, não é diferente. Ele está presente em uma lista da revista Rolling Stones Brasil e do site Alternative Nation como um dos dez álbuns mais aguardados de 2016.

Para se ter uma base sobre o que esperar dessa nova produção, com a palavra, os próprios membros da banda. Para o baterista Chad Smith, “Temos escrito e gravado de uma forma que nunca fizemos antes, portanto as gravações estão indo muito bem. Todos nós temos grandes esperanças de que ele vai decolar e que vamos fazer algo muito diferente e único para os Red Hot Chili Peppers”, Josh acredita que “Estamos animados com o que estamos fazendo, é algo que sempre gostamos […]. Eu acho que a banda está altamente motivada em continuar, em ir mais distante, criar novas músicas”. O frontman Anthony Kiedis se diz apaixonado pelo álbum: “Chegamos a escrever 24 músicas antes de gravar o álbum e eu achei que seria o suficiente. Mas Danger Mouse pediu mais.  Então, escrevemos mais músicas novas” e também acredita que está no mesmo nível dos clássicos, como “Californication”. Segundo Flea, “Está legal. É muito dançante e cheio de funk. Também há muita coisa introspectiva e bonita. Está bom, cara. E está divertido tocá-lo”.

A partir dessas declarações, só podemos ter um sentimento em relação ao novo lançamento: otimismo. Um novo produtor, que trouxe, junto com ele, um novo desafio para a banda, um Josh muito mais entrosado com o grupo, a certeza de um CD alternativo (marca mais que registrada da banda) e novos clássicos!

O que nos resta fazer? Esperar mais algum tempo…
– Rômulo Fortes (Niterói, RJ)

Após 33 anos de música, o que esperar do Red Hot Chili Peppers? (Parte 2)

Continuando nossa coluna sobre “O que esperar do novo álbum do Red Hot Chili Peppers?“, convidamos a Nahiene Machado Alves, estudante de jornalismo da Unisinos e residente de Nova Santa Rita, RS. Confira:

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A espera por mais um disco que traz uma mistura de rock, funk rock, rock alternativo e funk metal (pode) finalmente estar chegando ao fim. Após dez álbuns lançados, chega a vez do décimo primeiro disco do Red Hot Chili Peppers e a expectativa não poderia ser maior.

Com 33 anos de história a banda continua com disposição para criar e gravar um novo disco. Depois de uma levada mais pop, como a do último disco “I’m With You”, por exemplo, o que alguns fãs esperam agora é uma pegada mais rock. Pela internet as expectativas são variadas, a maioria está com as expectativa nas alturas, de modo que o que vier agradará.
Os palpites sobre as inspirações para esse álbum são variados. A maturidade da banda está transparecendo uma preocupação política, notável após o apoio ao cantidato para a presidência americana Bernie Sanders. Outros pontos fortes são a paternidade de Anthony Kiedis e sua reabilitação.
Conforme o vocalista disse em recente entrevista a revista Citizens of Humanity, hoje a banda leva uma vida estável, e ele está feliz com isso. Letras que realmente toquem o coração das pessoas já foram feitas, o público já foi conquistado. Seus compositores favoritos como Paul McCartney, Neil Young, Randy Newman continuam sendo ótimos sem estar entre os sucessos do momento.

O que poderá mudar consideravelmente o som de Red Hot Chili Peppers neste TBA* é a participação de Brian Burton, artista, músico e produtor. Uma nova fonte de criatividade poderá mudar os caminhos do processo criativo da banda, será “uma nova abordagem para a gravação”, segundo Kiedis. Burton, também conhecido como Danger Mouse, já fez parcerias com nomes como Gorillaz, Snoop Dogg e U2.

O vocalista do RHCP revelou em entrevista para o canal Entertainment Times que o trabalho com o produtor está sendo interessante, diferente e divertido e que poderá ser um trabalho inovador.

Descobriremos em breve.

* TBA = to be announced (a ser anunciado)

Por Nahiene Machado Alves (Estudante de Jornalismo de Nova Santa Rita / RS)

O que esperar esperar do novo álbum? (Parte 1)

O RHCP Brasil convidou fãs e jornalistas para escrevem sobre suas expectativas com o novo álbum do Red Hot Chili Peppers. Confira aqui o primeiro artigo:

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Red Hot Chili Peppers! É isso que podemos esperar no novo álbum que Anthony, Flea, Chad e Josh estão prestes a lançar. E quando essa pequena definição foi suficiente para imaginarmos o que viria? Em se tratando dos Chilis é imprevisível. Provavelmente esse é um dos motivos que nos faz sermos fãs deles.

Essa característica é um retrato da vida. Nós, fãs, vamos mudando ao longo dos anos. Temos anos bons, alguns não tão bons, outros com menos destaque, outros em que aparecemos mais e, se tratando da discografia do Red Hot Chili Peppers, o ritmo flui nesse espaço/tempo. Álbuns diferentes um do outros, mas com alguma semelhança, porém com músicas tão diferentes dentro do mesmo registro, mas sempre com uma assinatura dos Peppers… Enfim, é diferente, é Chili Peppers. Não é incrível?!

Bem, tirando o fanatismo de lado, um amadurecimento maior no entrosamento entre Anthony, Flea e Chad com o Josh com certeza será visto no novo álbum. Já foi visto pra quem acompanha os vídeos dos shows ao vivo que o Chili Peppers faz, mais especificamente, pra quem conferiu a turnê de 2011 que fizeram por aqui e a turnê de 2013, quando passaram novamente pelo Brasil. Ao vivo foi mais do que perceptível uma melhora no entrosamento.

Achei incrível a sinceridade do Anthony em entrevista recente à revista Citizens Of Humanity, quando diz que “é difícil se manter relevante”. “Nós não temos aquela pressão em ser a próxima coisa legal do momento, porque nunca seremos a próxima coisa legal. Já fizemos isso”, comentou ele. Acho que por isso o inesperado vem sendo, ao longo dos anos, o ingrediente mais picante na espera pelos novos álbuns.

Quem esperaria que o Mother’s Milk, com o John, seria tão inovador? Quem acreditaria que o Blood Sugar Sex Magik trouxesse músicas tão quentes como Give It Away e Suck My Kiss, ao mesmo tempo de canções tão emotivas como Under The Bridge e I Could Have Lied, e se tornasse o marco histórico que se tornou para a música e para o rock? Quem esperaria que o One Hot Minute fosse tão sombrio e pudesse trazer canções tão pesadas como nunca o Red Hot Chili Peppers havia feito, como Coffee Shop e Warped? E um Californication “clean” e cheio de hits meteóricos na volta do John? Um By The Way melódico? Um Stadium Arcadium duplo?! Ou um I’m With You experimental e com muita percussão, a ponto de contar com um não proposital “baião” no registro?

Aliás, quem imaginaria que uma banda com integrantes colocando meias em seus pênis nas suas apresentações faria sucesso e entraria, (muitos) anos mais tarde, no Rock and Roll Hall of Fame? Como fãs sabemos, esperar algo do Red Hot Chili Peppers no novo álbum é como um sonho cheio de cores e brilhos misturados a emoções e anseios. Difícil e emocionante não saber o que vem pela frente.

Por Cristiano Silva (Jornalista, de Santa Cruz do Sul, RS)