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Flea: “Você precisa se dedicar”, sobre o relacionamento criativo com Anthony

O Deus australiano do rock e baixista do Red Hot Chili Peppers nos explica como os conflitos com outros membros do grupo se tornam os grãos para o moinho criativo.

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Eles são a dupla mais infame do mundo rock’n’roll depois de Mick Jagger e Keith Richards: Anthony Kiedis e Michael “Flea” Balzary, os dois membros mais antigos do Red Hot Chili Peppers.

Juntos já venderam 80 milhões de álbuns nos últimos 33 anos e ganharam um lugar no Rock and Roll Hall of Fame. Claro que isso se trata de talento musical, mas ao longo dos anos também houve vários comportamentos autênticos de rock’n’roll.

A história da banda é composta por entradas e saídas de membros e – até o final dos anos 90 – cheia de publicidade e uso abusivo de drogas. Mas eles ainda estão na ativa. De algum jeito, apesar de tudo, a criatividade deles conseguiu sobreviver ao drama.

Como? De acordo com Flea, que agora está em seus 50 anos, depende de encarar, ao invés de evitar, os inevitáveis conflitos.

THE RED BULLETIN: Você e Anthony Kiedis possuem uma amizade de quase 40 anos e 33 anos de carreira. Vocês discutem?
Flea: O tempo todo! E sobre qualquer coisinha. Não sei se existe algo em que não discutimos.

Sério?
Claro. Mas eu admito que não discutimos agora do mesmo jeito que costumávamos no passado. Nos nossos 20 e poucos anos, sempre estávamos irritados um com o outro e ficávamos dias sem conversar. Agora somos mais sensatos. Não levamos mais as coisas para o lado pessoal, porque sabemos que estaremos um do lado do outro quando as coisas não estiverem legais.

Essas tensões não afetam a relação de trabalho?
Pelo contrário. Anthony e eu sentimos essa energia incrível desde que estamos criando músicas juntos, e acho que essa energia é baseada em frustração e raiva.

O que você quer dizer com isso?
É fácil falar algo para alguém sabendo que isso vai fazê-la feliz. Criticar um amigo não é uma coisa legal a se fazer, mas é a mais importante para que ambos possam seguir adiante.

O que é necessário para um relacionamento criativo ser produtivo?
Você precisa dar o seu melhor. Olhe as grandes duplas famosas. Lennon e McCartney, Jagger e Richards, por exemplo. Todos excêntricos individualmente, mas juntos criaram músicas incríveis.

Então se alguém quiser ser bem-sucedido, deve encontrar o seu oposto para trabalhar?
Exatamente isso. Encontre alguém para discutir ideias. E também é muito importante viver os contrastes. Você não pode se adequar ou se rebaixar se você quiser tirar o melhor de você e seu parceiro. Isso vai ficar chato bem rápido, como em um casamento.

Ok, mas como eu encontro o meu oposto?
Você não pode planejar isso. Você quer saber como eu conheci o Anthony? Em uma briga. Eu tinha 14 anos e estava enchendo de porrada um garoto chato da minha sala na escola. Anthony apareceu do nada e gritou para mim: “deixe o menino em paz! ”. Nós tivemos essa briga horrível que terminou com a gente se abraçando e sorrindo. E não muito depois, nos tornamos amigos.

Em sua autobiografia, Kiedis chama você de alma-gêmea. Como você vê essa amizade?
Do mesmo jeito. Nós passamos por muitas ‘primeiras vezes’ juntos: roubo, diversão com garotas, drogas. Quando estamos juntos há essa energia que faz tudo ser possível. Mas sendo honesto, eu nunca li o livro dele. Eu tinha medo.

Por quê?
Eu dei uma olhada algumas vezes. Teve alguns trechos que me deixou lisonjeado, mas teve outras partes que me deixou irritado. Tipo, “isso não é verdade de jeito nenhum!”. Todo mundo lembra das coisas de forma diferente, isso é verdade. Mas eu não queria que nossa amizade sofresse, como resultado.

Você se deparou com as passagens sobre sua irmã?
Você quer dizer de quando ele fez sexo com ela? Eu sabia de tudo isso. Eu estava no quarto ao lado naquela noite.

Algumas amizades masculinas terminaram por muito menos…
Se minha irmã está transando com alguém, então que essa pessoa seja meu melhor amigo. Na verdade, eu fiquei feliz que ela tenha gostado dele tanto quanto eu.

Créditos: Red Bulletin
Tradução: Amanda Olivieri

 

Flea ensina a gorila Koko a tocar baixo

“Essa é a melhor coisa que poderia acontecer”Flea diz sobre o encontro com a primata.

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Flea deu uma aula de música para uma aluna improvável essa semana, quando o baixista do Red Hot Chili Peppers encontrou com a famosa gorila Koko, na Fundação Gorila em Woodisde, Califórnia.

“Essa é a melhor coisa que poderia acontecer. Esse é um dia que eu nunca esquecerei na minha vida”, Flea diz enquanto observa a gorila de 45 anos dedilhar, brincar e se esfregar com o instrumento.

“Um dos músicos favoritos da Koko, Flea do Red Hot Chili Peppers veio visitar”, a fundação publicou em seu site. “Koko ficou extasiada com os sons suaves e as jams do baixo do Flea”. A fundação também prometeu “colaborações futuras” entre o baixista e a primata.

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Flea compartilhou algumas fotos em seu perfil no Instagram e incentivou os fãs a comprarem uma camiseta da Koko para arrecadar fundos para a fundação.

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Créditos: Rolling Stone
Tradução: Amanda Olivieri

Anthony Kiedis se diz irritado com o uso de celulares e câmeras nos shows

O vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis, discutiu sobre o uso de câmeras e celulares durante os shows, em uma entrevista recente para o Journal de Montreal. Confira abaixo alguns trechos:

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“O problema hoje, são as câmeras durante os shows. Isso não te deixa viver o momento. Não é importante ter essas fotos em megabytes. É melhor guardá-las em seu coração e em sua memória. Nós tentamos criar um ambiente que encoraje eles a manter os celulares nos bolsos e a nos olharem diretamente. Em geral, isso funciona”.

Ele também falou sobre a performance ao vivo: “Com o tempo eu aprendi a relaxar para não ficar tão animado antes da hora e ter uma queda de adrenalina. Eu amo quando as borboletas chegam na hora. Isso é importante para a química de uma boa performance”.

Anthony também falou sobre sua saúde, afirmando que seus problemas estomacais estão no passado: “Tudo está bem. Meu estômago parou de funcionar por um tempo. Eu tive que mudar minha dieta e consumir ervas frescas para curar isso. Eu também quebrei a rótula (um osso do joelho) de um joelho em dois lugares, eu pulei no palco e caí de joelho. Eu não consigo ajoelhar desde então. Vamos ter uma folga de 3 semanas em agosto e os médicos vão ter a oportunidade de consertar isso”.

Ele disse que essa lesão no joelho não prejudicou muito suas performances no palco, apenas um pouco, mas nada muito sério. “Não me incomoda tocar machucado. Isso é necessário se você quer ganhar campeonatos. É parte do trabalho”.

Ele também falou sobre o mais recente álbum da banda, The Getaway: “Eu não reparei no tipo de atenção que recebemos. Eu apenas estou feliz com o álbum. Amigos têm me escrito para me dizer que ficaram chocados em ver que gostaram de todas as músicas. Na verdade, eles estavam um tanto surpresos em ver que não há nenhuma música ruim. Sabe, quando faz 30 anos que você está em um grupo, você corre o risco de se tornar repetitivo. Acho que estávamos em uma encruzilhada e era hora de desenvolver, ou sempre correr o risco de soar igual. É uma nova era para nós”.

O Red Hot Chili Peppers retorna aos palcos nessa quinta-feita, dia 26/08, em Belfast – Irlanda.

Créditos: Alternative Nation
Tradução: Amanda Olivieri

Flea Bites: entrevista com o baixista do Red Hot Chili Peppers para o site Hot Press

Faltando poucos dias para o próximo show da banda em Belfast, o baixista Flea fala sobre o 11º álbum de estúdio (The Getaway), controle de armas na América, Hillary x Trump e o motivo em achar que o rock está morto.

Paris é mundialmente conhecida como “a cidade do amor”, mas parece um pouco triste e solitária para Michael Peter Balzary – mais conhecido como Flea por milhares de fãs do Red Hot Chili Peppers – que caminha lentamente para o bar do seu moderno hotel Montmartre. Seu comportamento abatido é surpreendente tendo em vista que aos 53 anos de idade , ele é considerado o membro mais vivo, animado e feliz da lendária banda de L.A.

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“Eu estou bem”, ele responde à pergunta preocupada do Hot Press sobre seu estado. Ele passa as mãos – onde se pode ver a palavra “amor” tatuada nos nós dos dedos – em seus cabelos (hoje está tingido de azul) e suspira. “Eu terminei com minha namorada”, ele admite. “Então, estou um pouco triste para dizer a verdade, mas estou bem”. Naturalmente, uma compreensão: isso é terrível. “Sim. Quer dizer, eu sei que ela está viva”, ele resmunga. “Mas terminamos há 2 dias”. Ele se anima quando eu entendo errado. “Há 2 anos?”. “Dois dias”, ele ri. “Eu espero ficar bem em 2 anos. Tudo bem. Eu estou fazendo meu trabalho, está bem”. Ele gesticula sobre o gravador digital que está na mesa. “Vamos começar?”. Ele pede uma Perrier para o garçom (ele está sóbrio há muitos anos) e imediatamente vamos ao que interessa.

ENERGIA
Nos encontramos para falar sobre o 11º álbum de estúdio do Red Hot Chili Peppers, The Getaway.

Lançado em junho, é o primeiro álbum da banda californiana desde o I’m With You de 2011. Atualmente se preparando para uma turnê, eles também fizeram uma série de festivais – e tocarão no Tennent’s Vital em Belfast no dia 25 de agosto. Ele está muito animado para tocar na Irlanda. “Sim, sim. Acabamos de fazer 5 festivais e foi ótimo. É muito trabalho”.

Flea formou o RHCP com o vocalista Anthony Kiedis em 1983. Certamente, eles já estão acostumados a tocar para milhares de pessoas? “Eu me importo com eles”, ele diz sobre os fãs. “Eu me importo com a música. O que é uma missão na minha vida: ser ótimo. Sabe? Tem vezes que é brutal. Tem vezes quando eu entro no palco e estou muito cansado, mas sempre dou tudo que tenho. Eu tento ser um canal para a energia fluir por mim”. Você recebe energia da plateia? “Sim, eu recebo energia deles. Eu recebo energia da música, sabe? A música vem de um lugar divino e eu tento me deixar levar por ela, para não ter que fazer tudo. Eu tento sair do caminho e deixar a música levar”.

Obviamente ainda distraído por suas atuais desgraças amorosas, Flea franze o cenho e pausa por um momento. Então ele se senta direito e discursa em como ele oferece seu trabalho. Parece que há um aspecto místico nisso. “A música é uma energia que está lá se movendo”, ele diz. “O mundo está sempre se expandindo e contraindo, as coisas se movimentam para cima e para baixo, sempre vibrando. Eu sinto que posso me colocar em uma posição, onde a onda chega para que eu possa escrever. Eu posso fazer o meu melhor para ter os meus dedos fortes, minha mente clara, meu corpo pronto, e fazer o trabalho – para com esperança a música passar por mim, sabe? E usar essa energia e transformar em algo. Mas sim, ela vem de um lugar divino, eu acredito nisso”.

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Primeiras fotos da gravação do clipe de “Go Robot”

Os fãs de Red Hot Chili Peppers foram surpreendidos essa semana com a notícia de que a banda está gravando um novo videoclipe.

Tudo começou quando Chad Smith postou duas fotos em suas redes sociais, usando figurinos e perucas. Ele não comentou nada sobre um videoclipe, mas as pessoas começaram a suspeitar.

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