O que esperar esperar do novo álbum? (Parte 1)

O RHCP Brasil convidou fãs e jornalistas para escrevem sobre suas expectativas com o novo álbum do Red Hot Chili Peppers. Confira aqui o primeiro artigo:

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Red Hot Chili Peppers! É isso que podemos esperar no novo álbum que Anthony, Flea, Chad e Josh estão prestes a lançar. E quando essa pequena definição foi suficiente para imaginarmos o que viria? Em se tratando dos Chilis é imprevisível. Provavelmente esse é um dos motivos que nos faz sermos fãs deles.

Essa característica é um retrato da vida. Nós, fãs, vamos mudando ao longo dos anos. Temos anos bons, alguns não tão bons, outros com menos destaque, outros em que aparecemos mais e, se tratando da discografia do Red Hot Chili Peppers, o ritmo flui nesse espaço/tempo. Álbuns diferentes um do outros, mas com alguma semelhança, porém com músicas tão diferentes dentro do mesmo registro, mas sempre com uma assinatura dos Peppers… Enfim, é diferente, é Chili Peppers. Não é incrível?!

Bem, tirando o fanatismo de lado, um amadurecimento maior no entrosamento entre Anthony, Flea e Chad com o Josh com certeza será visto no novo álbum. Já foi visto pra quem acompanha os vídeos dos shows ao vivo que o Chili Peppers faz, mais especificamente, pra quem conferiu a turnê de 2011 que fizeram por aqui e a turnê de 2013, quando passaram novamente pelo Brasil. Ao vivo foi mais do que perceptível uma melhora no entrosamento.

Achei incrível a sinceridade do Anthony em entrevista recente à revista Citizens Of Humanity, quando diz que “é difícil se manter relevante”. “Nós não temos aquela pressão em ser a próxima coisa legal do momento, porque nunca seremos a próxima coisa legal. Já fizemos isso”, comentou ele. Acho que por isso o inesperado vem sendo, ao longo dos anos, o ingrediente mais picante na espera pelos novos álbuns.

Quem esperaria que o Mother’s Milk, com o John, seria tão inovador? Quem acreditaria que o Blood Sugar Sex Magik trouxesse músicas tão quentes como Give It Away e Suck My Kiss, ao mesmo tempo de canções tão emotivas como Under The Bridge e I Could Have Lied, e se tornasse o marco histórico que se tornou para a música e para o rock? Quem esperaria que o One Hot Minute fosse tão sombrio e pudesse trazer canções tão pesadas como nunca o Red Hot Chili Peppers havia feito, como Coffee Shop e Warped? E um Californication “clean” e cheio de hits meteóricos na volta do John? Um By The Way melódico? Um Stadium Arcadium duplo?! Ou um I’m With You experimental e com muita percussão, a ponto de contar com um não proposital “baião” no registro?

Aliás, quem imaginaria que uma banda com integrantes colocando meias em seus pênis nas suas apresentações faria sucesso e entraria, (muitos) anos mais tarde, no Rock and Roll Hall of Fame? Como fãs sabemos, esperar algo do Red Hot Chili Peppers no novo álbum é como um sonho cheio de cores e brilhos misturados a emoções e anseios. Difícil e emocionante não saber o que vem pela frente.

Por Cristiano Silva (Jornalista, de Santa Cruz do Sul, RS)